O secretário afirmou que a Fundação Pe. João Maria, que gerencia os recursos, tem que atender o público e não prestar serviços para o privado. “Não se pode utilizar recurso público para esse tipo de atendimento (privado), e queremos que o Hospital seja exclusivamente para atendimento SUS, para todos, sem distinção”, comentou. “Temos que buscar um entendimento com a Fundação para oferecemos uma melhor assistência à saúde da região”, Durante o debate, o presidente da Fundação Pe. João Maria, Hênio Othon, disse que com a retirada do atendimento dos convênios no Hospital, algumas ações devem ser realizadas para recompensar eventuais prejuízos.finalizou o secretário.
Convidada para participar do debate, a promotora de justiça e titular da saúde pública há dez anos, Iara Carvalho enumerou alguns pontos de um relatório apresentado pelo ex-diretor do Hospital Regional Mariano Coelho, Jalmir Simões, que destaca um conjunto de irregularidades encontradas na instituição, e que foi encaminhado ao Ministério Público para análise. “A ausência de força médica, o não cumprimento da jornada de trabalho, e a dupla gestão, foram alguns pontos destacados neste relatório”, afirmou a
promotora.
promotora.
“O Ministério Público acha que é necessário essa separação para que o atendimento seja igualitário”, disse. Ao final dos debates, o Secretário Luiz Roberto Fonseca sugeriu a criação de um grupo de trabalho, que envolverá prefeitos, secretários municipais de saúde, MP, direção do Hospital e da Fundação, para discutirem a nova linha de atuação administrativa da unidade da saúde.
