As casas que tiveram as estruturas comprometidas após um deslizamento de terra na noite deste sábado (14) precisarão ser demolidas no bairro de Mãe Luíza, na Zona Leste de Natal. A informação foi confirmada pelo supervisor de fiscalização ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Evânio Mafra, que acompanhava os trabalhos no local do desabamento na manhã deste domingo (15). Um levantamento sobre quantas e quais casas precisarão ser derrubadas só será realizado com melhores condições climáticas.
Dezenas de famílias precisaram deixar suas casas, a maioria delas na rua Guanabara, uma das mais movimentadas do bairro, onde uma cratera se abriu no meio da pista por causa da chuva. Parte do asfalto cedeu e deslizou barranco abaixo, levando também as calçadas das residências, pedras e muita terra para a Via Costeira, principal acesso à rede hoteleira. As casas de uma travessa que dá acesso à rua Atilaia, em Mãe Luíza, e dois prédios vizinhos à área do deslizamento, na praia de Areia Preta, também foram evacuados.
Três metros de areia cobriam a pista da
Via Costeira (Foto: Felipe Gibson/G1)
Três metros de areia ainda cobriam a pista no início da tarde deste
domingo. De acordo com Evânio Mafra, a terra só será retirada após uma
avaliação técnica. "Vamos esperar que o clima melhore em primeiro lugar.
O terreno ainda está muito instável para a retirada e as tubulações da
Caern (Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte) estão
funcionando. Precisamos que seja desligado para executar o serviço",
explica.Via Costeira (Foto: Felipe Gibson/G1)
Da praia de Areia Preta, o comerciante Rackson Nascimento observava sua casa na beira da cratera aberta em Mãe Luíza. Com a parede derrubada, era possível ver a parte interna do imóvel e alguns bens do comerciante, como uma televisão e uma prancha de surfe. "Minha motocicleta foi arrastada para a cratera. Eu nem estava em casa. Soube depois e não pude pegar minhas coisas. Está tudo lá. Documentos, eletrodomésticos, tudo", conta Rackson, que morava com a mulher na casa. Ele está hospedado na casa da sogra.
Na noite do desmoronamento o supervisor da Semurb conta que foi difícil convencer os moradores a saírem de casa. "Muita gente teve que ser forçada a deixar o local. Queriam voltar para buscar documentos e eletrodomésticos, mas não pudemos liberar por questão de segurança", ressalta Evânio Mafra. Quanto aos prédios que precisaram ser evacuados em Areia Preta, o supervisor conta que não há previsão para liberar a volta dos moradores aos apartamentos.

