Joaquim Lopes, 34, confessou que não tem sido fácil viver o homofóbico Enrico na atual trama das 21h da Globo, “Império”.
"São cenas com uma energia muito pesada. A homofobia, a briga com o pai e esse rompimento com a família são situações que exigem muito física e emocionalmente. Quando gravei a cena em que o Enrico bate no travesti, tive uma crise de choro. Foi uma catarse, porque estava numa sequência pesada. Serviu para botar para fora a energia acumulada da semana. Depois ficou tudo bem", contou o ator ao jornal “Extra”.
Para o global, a postura preconceituosa do seu personagem não tem defesa. “Não tem como defender. Ele é imaturo, despreparado para a vida, tem questões mal resolvidas na cabeça, sejam sexuais ou familiares. Mas levei muito mais para a coisa da mentira, para a descoberta da traição, quando ele fica sabendo que o pai é gay. A homofobia é um agravante para isso tudo. Tem que respeitar as escolhas do outro. Acho que as pessoas que se revoltam se reconhecem. Rola um pouco de hipocrisia”, opinou ele.
Longe da telinha, Joaquim Lopes revelou que já foi assediado por homens e contou um desses episódios. “Estava numa balada e chegou um cara para me xavecar. Falei: ‘não sou gay, sou hétero, mas pode deixar que o dia em que eu virar você vai ser o primeiro para quem vou ligar’. Nunca tive atração por homens, mas respeito pra caramba. O desejo das pessoas é algo muito particular. A gente não pode se meter”, disse ele que é casado com a também atriz Paolla Oliveira, 32.

