- Pau de araraO preso fica suspenso por um travessão, de madeira ou metal, com os braços e pés atados. Nesta posicão, outros métodos de tortura são aplicados, como afogamento, palmatória, sevícias sexuais, choques eletricos, entre outros. A longa permanência no pau de arara pode gerar problemas circulatórios nas vítimas. É um dos métodos de tortura mais utilizados e conhecidos da ditadura
- Choque elétricoAplica-se descargas elétricas em várias partes do corpo da vítima, preferencialmente em áreas como pênis ou vagina e ânus; testículos e ouvido; dedos e língua. Amarra-se um polo em uma das partes e coloca-se o segundo na outra. Diversos aparelhos são usados para aplicar os choques, que podem provocar convulsões. A aplicação intensa das descargas causou a morte de muitos presos politicos
- Cadeira do dragãoColoca-se o torturado, nu, preso em uma cadeira pesada, para que ele receba choques elétricos. Uma trava empurra suas pernas para trás e seus pulsos são amarrados aos braços do objeto. Constitui-se por uma poltrona de madeira, revestida com folha de zinco. Ao ser ligada à corrente elétrica, os choques atingem todo o corpo, principalmente nádegas e testículos, no caso dos homens
- PalmatóriaConsiste no uso de uma haste de madeira arredondada, com perfurações nas extremidades, de preferência na região da omoplata, na planta dos pés e palma das mãos, nádegas, etc. O método pode causar o rompimento de capilares sanguíneos, derrames e inchaço, impedindo a vítima de caminhar ou de segurar qualquer objeto
- AfogamentoDerrama-se água --às vezes misturada a querosene ou amoníaco-- ou outro líquido pelo nariz da vítima, pendurada de cabeça para baixo. Outras formas consistem em vedar as narinas e introduzir uma mangueira na boca da pessoa; mergulhar a cabeça do preso em um tanque ou balde; ou amarrar uma corda sob os braços do torturado e lançá-lo em poços, rios ou lagoas. Esta prática é conhecida como "pescaria"
- TelefoneAplica-se uma pancada com as mãos em concha nos dois ouvidos ao mesmo tempo. Uma das vítimas contou que chegou a perder os sentidos após um "telefone". O método levou ao rompimento dos tímpanos de diversos presos políticos e, em alguns casos, à surdez permanente
- Corredor polonêsO preso é agredido em meio a uma roda de torturadores, com socos, pontapés e golpes de caratê ou instrumentos como pedaços de pau, cassetetes, mangueiras de borracha, vergalho de boi e tiras de pneu. O método também é conhecido como "sessão de caratê"
- Uso de produtos químicosTrata-se da utilização de qualquer tipo de produto químico contra o torturado, seja para pressioná-lo a fornecer a informação desejada, por alteração da consciência, seja para provocar dor. Entre as possíveis aplicações, estão jogar ácido no corpo da vítima ou derramar álcool sobre feridas e em seguida ligar o ventilador
- Soro da verdadeO "soro da verdade", nome dado ao "pentotal sódico", é injetado por via endovenosa, gota a gota, no torturado preso a uma cama ou maca. A droga tem um efeito progressivo: primeiro sedativo, depois de anestesia geral e, finalmente, de depressão gradativa dos centros bulbares. O seu uso pode provocar graves efeitos colaterais e até mesmo a morte, no caso de doses excessivas.


Morre Cláudio Galvão, pesquisador e referência da memória potiguar, aos 88
anos
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Foto: Reprodução O professor, historiador, pesquisador e escritor Cláudio
Augusto Pinto Galvão morreu na manhã desta terça-feira (14), aos 88 anos.
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