A identificação de uma falha estrutural no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, mais conhecido como Pavilhão 5 de Alcaçuz, em Nísia Floresta, possibilitou a fuga de sete presos. Eles cumpriam pena na Cela 3 da Ala B da unidade prisional tida como de segurança máxima. A fuga ocorreu na madrugada deste domingo, 27, e só foi percebida no início da manhã. Dos sete fugitivos, três foram recapturados nas proximidades do Distrito de Alcaçuz, em Nísia Floresta, por policiais da Força Nacional. Os que ainda não foram recapturados são: Barnabé Jhones Medeiros, Cleidson Lopes da Silva, Gilson Galdino do Nascimento Leite e Manoel Marcos de Melo Brito.
Segundo informações da presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindasp), Vilma Batista, os presos conseguiram fugir após arrancarem um vaso sanitário e seguirem pela tubulação até uma fossa instalada nas proximidades do muro traseiro da casa carcerária. Em seguida, cavaram um buraco e passaram por debaixo da muralha sem serem percebidos pelos sentinelas. Este é o primeiro registro de fuga com essas características no Pavilhão Rogério Coutinho Madruga.
Em janeiro de 2012, através de um buraco no solário do pavilhão, 41 homens fugiram do Pavilhão 5 usando uma “tereza”, que é uma corda feita a partir da amarração de vários lençóis. Com mais este registro de fuga, o número de homens que escaparam do Sistema Prisional do Rio Grande do Norte chega a 134. Desde março do ano passado, quando rebeliões simultâneas destruíram 14 unidades prisionais, o Governo do Estado decretou calamidade no sistema prisional. Nenhuma nova vaga foi criada até hoje, cujo déficit se aproxima dos quatro mil.

