
Nova presidente do Instituto Nacional do Seguro Social, Ana Cristina Silveira, reforçou a necessidade de recompor o quadro de servidores, confirmando um pedido emergencial para a realização de um novo concurso INSS. Em entrevista à Folha de São Paulo, a presidente confirmou que busca um novo concurso público com 2 mil vagas em 2027, além das 300 nomeações já previstas para este ano.
Ana Cristina Silveira voltou a destacar o déficit de pessoal na autarquia. Segundo ela, o cenário ideal seria a reposição de 10 mil servidores, número já defendido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, mas a própria gestão reconhece que alcançar esse patamar no curto prazo é difícil. Diante disso, o INSS optou por um pleito mais enxuto e considerado prioritário, cuja autorização depende do aval do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Atualmente, o INSS busca reforçar sua capacidade de atendimento diante do aumento da demanda por serviços previdenciários e assistenciais em todo o país. O debate sobre a recomposição do funcionalismo ganhou força após novas declarações do secretário de Gestão de Pessoas do Governo Federal, José Celso Cardoso Jr., sobre o cenário do serviço público.
Segundo ele, embora o último Concurso Nacional Unificado (CNU) tenha aprovado cerca de 12 mil candidatos, o número ainda está longe de compensar as perdas acumuladas no serviço público.
Entre 2016 e 2026, aproximadamente 70 mil servidores deixaram o serviço público federal, entre aposentadorias, exonerações e desligamentos. Além disso, a bancada sindical alertou que, somente entre 2025 e 2026, cerca de 17 mil servidores solicitaram aposentadoria ou exoneração.
Esse cenário tem levado o governo a estudar novos formatos de seleção pública, além dos modelos tradicionais de concurso.
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