Sem fazer DNA há um ano, polícia do RN não tem como identificar corpos
0Paulo Somsábado, maio 10, 2014
Corpo carbonizado na Grande Natal pode ser de professor do IFRN. Família acredita que sim, mas sem identificação não pode enterrá-lo.
Os familiares reconhecem o carro destruído pelas chamas e têm certeza
que o corpo que estava dentro do veículo, com perfurações de tiros e
carbonizado, é de um ente próximo. Mas o sofrimento vai além da dor de
ter perdido alguém de forma tão violenta. Para que possam dar um funeral
e sepultamento dignos, só depois de o cadáver for oficialmente
identificado. O problema, segundo a polícia técnica do Rio Grande do Norte,
é que o estado não possui um laboratório de genética capaz de fazer a
identificação por DNA. O único jeito é levar a amostra para outro
estado, o que não acontece há um ano. E quando não há previsão de quando
isso vai acontecer.
O drama é vivido pela família do professor de eletrônica Jacimário Rêgo
da Silva, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Norte (IFRN), desaparecido desde o último final de semana. A
mulher e filhas asseguram que é dele um dos dois corpos carbonizados encontrados na terça-feira (6) dentro de um veículo incendiado às margens de uma estrada de terra no distrito de Cajupiranga, em Parnamirim, município da Grande Natal.
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