A equipe de policiais civis da 1ª Delegacia Regional de São Paulo do
Potengi localizou no final da tarde desta quarta-feira (2) a principal
suspeita de ter seqüestrado a recém nascida Helena Vitória, que
desapareceu da casa da mãe na manhã de hoje, em Santa Maria, interior do
Rio Grande do Norte.
A suspeita, identificada como Maria Eliane Souza das Chagas, passou a
noite na casa da mãe da criança. Ela é moradora do município e, mesmo
sem ter intimidade com a mãe da vítima, se ofereceu para ir ajudá-la
durante a noite, já que o pai do bebê estava trabalhando. Ao acordar
pela manhã, a mãe de Helena Vitória percebeu que a criança não estava em
seu berço e procurou a polícia.
O bebê foi encontrado no início da tarde dentro de um saco de lixo, no
quintal de uma casa que foi alugada pela suspeita semanas antes do
seqüestro. Maria Eliane dizia estar grávida, mas há pouco, foi submetida
a exames médicos que constataram que a suspeita simulou a gravidez, e
que ela está com as trompas ligadas há oito anos.
Maria Eliane está sendo conduzida à 1ª Delegacia Regional de São Paulo
do Potengi para prestar depoimento.
Ela será autuada em flagrante no Artigo 237 do Estatuto da Criança e do
Adolescente: Subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob
sua guarda em virtude de lei ou ordem judicial, com o fim de colocação
em lar substituto.
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| Keliane em casa com Helena Vitória (Foto: Ely Suelen Vicente/Arquivo pessoal) |
'Não ouvi o choro'
Maria Keliane relatou que estava dormindo quando Helena Vitória foi levada. "Não ouvi o choro. Se ela tivesse chorado, eu teria escutado. Eu havia amamentado a minha filha por volta das 4h. Depois disso, fui dormir. Só acordei quando minha amiga me chamou perguntando pela Helena Vitória. Não sei como ela foi levada, pois não vi quando aconteceu", disse. De acordo com a Polícia Civil, a mãe de Helena Vitória dormia no momento em que o bebê foi levado e o pai estava trabalhando. Ainda segundo informações da família, uma amiga cuidava da mãe do bebê que foi submetida a uma cesariana. “Quando essa amiga saiu ela deixou a porta encostada porque ia chegar uma outra amiga para continuar cuidando da Keliane. Pouco tempo depois o vizinho da frente percebeu que a porta estava escancarada e alertou a família que mora perto. Quando minha tia chegou na casa o bebê não estava mais lá”, disse Ely Suelen Vicente, de 24 anos, que é prima da mãe do bebê.

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