
Oito casas de Mãe Luíza foram interditadas no último domingo (30) pela defesa civil após fortes chuvas que fizeram com que o asfalto cedesse no local, aumentando o risco de deslizamentos e desabamentos sobre as casas.
Na manhã desta terça-feira (02) a SEMOV esteve no local para realizar a inspeção dos imóveis que, segundo o secretário "foram fruto de uma ocupação desordenada e representam grandes riscos para os próprios moradores"


A diretoria da Defesa Civil afirmou já ter acionado as secretarias responsáveis pelos próximos passos para prestar assistência às oito famílias que, às pressas, tiveram que deixar suas casas.
Alguns moradores, no entanto, relutam em deixar suas casas. Joseane da Silva, por exemplo, que há 38 anos mora na mesma residência, disse que se recusa a sair sem uma garantia de que terá outro lugar para ficar.
"Para quem tem outros lugares para onde ir, ótimo. Mas eu não tenho. Aqui moram cinco pessoas, incluindo crianças. Querem que a gente vá para onde, para a rua?", disse.
Moradores locais realizaram um esforço coletivo para cimentar a área do asfalto que havia cedido, para tentar solucionar temporariamente o problema. De acordo com os inspetores da SEMOV, os próximos passos serão reforçar a estrutura que havia cedido e demolir um prédio atualmente utilizado como oficina e que há anos já havia recebido ordem de demolição pela prefeitura, devido a sua estrutura irregular.
Agora, a Secretaria entrará em contato com a Semurb para contatar uma empresa especializada em demolição de imóveis que apresentam riscos e com a Procuradoria para tentar agilizar o processo, que há muito tempo já tramita.
Tribuna do Norte
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