09 fevereiro, 2026

Isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil: saiba como ficará o salário

 


Foto: Reprodução

A isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês passou a valer em janeiro e já impacta diretamente o salário líquido de milhões de brasileiros. Com a nova regra, contribuintes que antes tinham desconto mensal do tributo deixaram de pagar o imposto na fonte, o que, desde já, aumenta a renda disponível ao longo do mês.

Anteriormente, trabalhadores dentro dessa faixa salarial ainda sofriam retenções após as deduções legais. Agora, conforme a mudança, esses contribuintes passam a ter apenas os descontos obrigatórios, como a contribuição ao INSS. Assim, o valor que antes era recolhido pelo governo permanece no bolso do trabalhador, fortalecendo o orçamento familiar.

Na prática, o impacto da isenção do Imposto de Renda varia de acordo com o salário bruto e os descontos aplicáveis. No entanto, simulações indicam ganhos que podem chegar a algumas centenas de reais por mês. Por exemplo, um trabalhador com renda bruta de R$ 4 mil deixa de pagar imposto após a mudança e passa a receber um valor líquido maior.

Como resultado, há um aumento imediato da renda disponível, o que, certamente, amplia a capacidade de consumo das famílias. Além disso, setores ligados ao consumo interno tendem a sentir efeitos positivos, já que mais dinheiro circula na economia local.

Para quem recebe próximo ao teto de R$ 5 mil, o benefício é ainda mais perceptível. Embora esses trabalhadores não estivessem nas faixas mais altas de tributação, eles ainda sofriam incidência relevante do imposto antes da ampliação da isenção.

Cálculos realizados pela Confirp Contabilidade mostram que um trabalhador com renda bruta de R$ 5 mil terá um ganho mensal de R$ 312,89. Logo, considerando o 13º salário, o aumento anual chega a R$ 4.067,57. Por outro lado, quem recebe R$ 3.400 terá acréscimo de R$ 27,30 por mês, enquanto salários de R$ 4.800 garantem ganho mensal de R$ 267,89.

Entretanto, a partir de rendas acima de R$ 5.200, o ganho começa a diminuir gradualmente. Isso ocorre devido à chamada “escadinha” do desconto parcial, que reduz o benefício até zerá-lo para salários a partir de R$ 7.350.

Embora reduza a tributação sobre salários médios, a ampliação da isenção é considerada fiscalmente neutra. Isso porque, simultaneamente, o governo ajustou a tributação sobre rendas mais altas, dividendos e benefícios fiscais. Além disso, com mais renda disponível, as famílias tendem a consumir mais, o que eleva a arrecadação de impostos sobre bens e serviços.

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