
- Terceirizados da JMT cruzam os braços por salários atrasados e denunciam abandono
A crise envolvendo trabalhadores terceirizados voltou a atingir a rede pública de saúde do Rio Grande do Norte. Na tarde desta quarta-feira (28), o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (Sindsaúde/RN) esteve no Hospital Regional Monsenhor Antônio Barros, em São José de Mipibu, para acompanhar de perto a situação dos funcionários da empresa JMT, que decidiram entrar em greve diante da falta de pagamento de direitos trabalhistas.
Segundo os profissionais, os atrasos incluem salários, vale alimentação, férias e décimo terceiro, pendências que se acumulam há meses, apesar da continuidade normal dos serviços prestados. A paralisação, conforme o sindicato, já provoca reflexos diretos no funcionamento do hospital e amplia a tensão no ambiente de trabalho.
O Sindsaúde aponta que a JMT atribui os atrasos à ausência de repasses financeiros por parte do Governo do Estado. Em contrapartida, a gestão estadual afirma que os pagamentos à empresa seguem o que está previsto contratualmente, o que mantém o impasse sem solução concreta.
Enquanto isso, os trabalhadores permanecem sem receber e a situação começa a afetar outros servidores da unidade. A suspensão da oferta de refeições aos profissionais é um dos exemplos mais críticos, forçando equipes a cumprir longos turnos sem condições mínimas de alimentação.
Para o diretor do Sindsaúde/RN, Paulo Martins, a demora na resolução do problema é inadmissível. Ele afirma que os terceirizados vivem um cenário de abandono e cobra providências imediatas. “São cerca de dez meses sem vale alimentação, além do décimo terceiro e do salário de dezembro. Não há mais como sustentar essa realidade”, declarou.
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